Sinopse da EBD: A Natureza da Atividade Profética
3º Trimestre de 2010 – Lições Bíblicas
CPAD – Comentarista: Pr. Esequias Soares
O Ministério Profético na Bíblia. A Voz de Deus na Terra.
Sinopse da Lição 02 – 11/07/2010 – A Natureza da Atividade Profética.
Nesta lição, o autor apresenta que Deus sempre quis se manifestar ao homem e revelar-lhe os seus desígnios, e o propósito principal da lição é estudar a natureza profética da transmissão dos oráculos divinos aos profetas e ao povo.
A forma que Deus se comunicava com os profetas se dava através do Diálogo ou mensagem direta, visão e sonho. Algumas vezes, o homem de Deus recebia o oráculo divino de maneira íntima e repentina, onde somente ele ouvia a voz de Deus e ninguém mais.
Em outras maneiras Deus se comunicava através de sonhos e visões. Onde a visão é definida como algo fora da percepção humana comum e natural. E o sonho como sendo uma série de imagens acompanhadas de pensamentos e emoções que a pessoa vê enquanto dorme.
O profeta Jeremias teve visões como a “Vara de Amendoeira” e “A Visão da Panela Fervente” que ilustram a forma de Deus se comunicar com seus profetas (Jr 1:11,13).
A transmissão da mensagem divina ao povo através dos profetas se dava através da declaração oral e direta, através de figuras e símbolos proféticos e através de casos reais ou oráculos por ação.
Na declaração oral e direta, a forma mais usual e conhecida de transmissão profética, o porta-voz divino dirigia diretamente a alguém a sua mensagem. Exemplo de Samuel (1 Sm 15:16,17), Natã (2 Sm 7:8-17; 12:7-10) e outros.
Nas figuras e símbolos, os oráculos divinos eram apresentados em formas pictóricas, ou de ilustrações, cujo objetivo é chamar a atenção do interlocutor para a mensagem. Exemplo de Aías, que rasgou um manto em doze pedaços e ofereceu dez deles a Jeroboão I, falando-lhe acerca da divisão do reino de Salomão (1 Rs 11:29-32); e outros.
Nos casos reais ou oráculos por ação, Deus se comunicava com o povo utilizando casos reais como o exemplo do casamento de Oséias com a prostituta Gomer (Os 1:2-3).
O autor Pr. Esequias Soares, refuta com propriedade nesta Lição a interpretação dos naturalistas que negam a origem divina das profecias, e igualam os profetas de Deus aos adivinhos e falsos profetas dos deuses das nações vizinhas de Israel.
A Bíblia declara que Deus é a fonte das profecias e existem inúmeras provas que os profetas de Israel eram embaixadores de Deus enviados ao povo (Os 12:10; 2 Pe 1:21; Ag 1:13).
Os naturalistas apontam para Balaão caindo em êxtase e de olhos abertos (Nm 24:4,16), no entanto no AT Balaão não é mencionado de profeta, antes é reconhecido como “adivinho”.
Deus usou Balaão assim como usou a sua própria jumenta; bem como usou a Caifás (Jô 11:49-52).
As questões do naturalismo nos levam ao Iluminismo, um movimento da Idade Média, que usa a utopia como um dos pilares de seu fundamento rudimentar.
Os naturalistas só consideram o que acontece neste mundo, nesta época, nesta vida. Mas os cristãos vêem as coisas sob perspectiva eterna. Tudo o que fazemos agora tem significado eterno, porque um dia haverá julgamento, e então se tornará evidente que nossas escolhas na vida tiveram conseqüências que durarão por toda a eternidade. (E Agora, Como Viveremos?; Charles Colson & Nancy Pearcey; CPAD; pp. 38-40)
Por fim, o propósito de Deus, desde Adão, é comunicar-se com a suas criaturas racionais para comunhão, direção, ensino, revelação, exortação e para que possamos entendê-lo.
Na lição de nº 3 será estudado “As funções Sociais e Políticas da Profecia”.
Abraços.
Em Cristo Jesus.
Pr. Emerson Alves.

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